As dores mais fundas
são quase intocáveis,
por isso na poesia,
só se fala de amor
e de outras vulgaridades.
Até a felicidade
das dores mais fundas
são tristes,
não se toca,
não se toca no assunto.
Ninguém sabe falar disso,
ninguém pode,
ninguém supera.
Só se espera, espera,
espera que ela passe,
que se esqueça.
Não se fala
porque não é belo.
É a vala
de tudo aquilo que se joga,
de tudo aquilo que não se quer.
Não se fala
porque ao menos se pensa.
Evita.
E até a felicidade dessas dores
grita
é aguda.
Grita sem voz,
grita para dentro.
Nem a felicidade se expõe.
Será que o choro
é de felicidade mesmo
ou será que é soro,
ou qualquer coisa a esmo.
Qualquer catarse
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
Seguidores
Arquivo do blog
Quem sou eu
- Mademoiselle La La
- bailarina circense, Madonna de Paris em 1879, instável e esquisita...