segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vasto mundo subjetivo,
me arrasto.
Casto, me castro.
Estrangulo com os meus laços,
aqueles que me decepcionaram,
todo possível prazer
pelo prazer da dor
me perco
me acho
esqueço
busco a fluência musicial
enlouqueço.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tenho um amplo esconderijo,
guardo muitas coisas lá.
Ao contrário do que possa parecer
é um lugar iluminado,
sei exatamente onde tudo está.
É também um lugar barulhento e confuso,
mas é muito, muito seguro.

Tenho tantas coisas escondidas
que talvez ninguém saiba quem eu sou.
Prosas não vividas
que uma vez alguém deveria ouvir.
Rosas nunca oferecidas.
Insensatez, zen e guarida

Tenho um amplo esconderijo
para onde desce o sol laranja.
Gozo de uma alegria reservada
de quem guarda, não esbanja
segurança aflita e comedida


A noite te envolve,
Até que te engole,
Num fundo
Numa espiral
Num mundo
Negro mundo.
Não há espaço
qdo não se vê
E não há tempo
na noite
que rápida
te engole

O tempo passa pesado
E eu busco jeitos de passar feliz
Desculpas para me ocupar
Sou triste por um triz
Por um momento desocupado
Tomado pelo medo e pelo vazio
E eu que nem era triste assim
Buscando jeitos de viver
Me confundi e errei
Eu só queria ser mais feliz

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tristeza na hora de acordar
De deixar a anedonia
Despertar do sonho
E, num susto,
Imediatamente
Bater a cabeça no muro
Da realidade
Que por ora
Anda cheia de escuros
Preenchida de faltas
E ainda carrega
o pavor horroroso
Do futuro

domingo, 10 de janeiro de 2010


Voltada para dentro

pelas ofensas

que carrego fora.



Fora do centro,

na turbulência do vento do agora.

O que a vida pode me dar a contento.



E dentro,

contenho meu corpo físico,

condenso,

com força tento

segurar toda matéria que tenho,

me apóio naqueles velhos alicérces,

apesar de estar quase desestruturada.

Apesar da vontade

de estar esparramada.



Seguidores

Quem sou eu

bailarina circense, Madonna de Paris em 1879, instável e esquisita...