Tristeza na hora de acordar
De deixar a anedonia
Despertar do sonho
E, num susto,
Imediatamente
Bater a cabeça no muro
Da realidade
Que por ora
Anda cheia de escuros
Preenchida de faltas
E ainda carrega
o pavor horroroso
Do futuro
sábado, 23 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010

Voltada para dentro
pelas ofensas
que carrego fora.
Fora do centro,
na turbulência do vento do agora.
O que a vida pode me dar a contento.
E dentro,
contenho meu corpo físico,
condenso,
com força tento
segurar toda matéria que tenho,
me apóio naqueles velhos alicérces,
apesar de estar quase desestruturada.
Apesar da vontade
de estar esparramada.
pelas ofensas
que carrego fora.
Fora do centro,
na turbulência do vento do agora.
O que a vida pode me dar a contento.
E dentro,
contenho meu corpo físico,
condenso,
com força tento
segurar toda matéria que tenho,
me apóio naqueles velhos alicérces,
apesar de estar quase desestruturada.
Apesar da vontade
de estar esparramada.
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