Por um fio,
o fio tênue,
que me liga,
minha rédea restante,
a um passo do abandono,
a um instante
do limite.
Já posso sentir
o vento do abismo,
a vertigem,
o preciosismo
da diferente
e rara loucura,
tão cara
Giselle
tão cara
sincera
só ela
Giselle.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Me equilibrando,
De uma perna para outra.
Movimento de quem anda
Não parece mais ser uma estrada longa
Esse tempo que passa depressa
Equilibrando na linha abstrata
na linha não espessa
na linha tênue
na corda bamba
no peso de lá pra cá
tonto e míope
no samba
no contratempo
na síncope
no susto
no grito
no mudo
eu canto
de pranto
e de tanto!
De uma perna para outra.
Movimento de quem anda
Não parece mais ser uma estrada longa
Esse tempo que passa depressa
Equilibrando na linha abstrata
na linha não espessa
na linha tênue
na corda bamba
no peso de lá pra cá
tonto e míope
no samba
no contratempo
na síncope
no susto
no grito
no mudo
eu canto
de pranto
e de tanto!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Desamparo,
devo aparar minhas arestas.
Uma lástima.
Sozinha,
devo engolir as lágrimas.
A TV ligada,
a boca salgada,
tenho que encarar meus escombros.
Todos os monstros que cuidei,
tenho que achar o culpado.
E, no desamparo,
sou só eu quem acho,
Onde pelas entranhas
corre um vento frio.
Minhas hastes fincadas
são as pedras estranhas vindas da secura do desamparo.
devo aparar minhas arestas.
Uma lástima.
Sozinha,
devo engolir as lágrimas.
A TV ligada,
a boca salgada,
tenho que encarar meus escombros.
Todos os monstros que cuidei,
tenho que achar o culpado.
E, no desamparo,
sou só eu quem acho,
Onde pelas entranhas
corre um vento frio.
Minhas hastes fincadas
são as pedras estranhas vindas da secura do desamparo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Na minha janela,
São Paulo,
No ouvido,
ruído,
Não me sinto só,
Respiro pó,
O pó que resta da tão imensa natureza humana desse lugar
Triturada,
Consumida,
Sinto pulsando,
No peito esfumaçado de um boêmio,
Encardido, emocionado e vivido
O coração generoso
Daquele que transcende todos os limites do possível,
Numa inviável e surreal São Paulo.
São Paulo,
No ouvido,
ruído,
Não me sinto só,
Respiro pó,
O pó que resta da tão imensa natureza humana desse lugar
Triturada,
Consumida,
Sinto pulsando,
No peito esfumaçado de um boêmio,
Encardido, emocionado e vivido
O coração generoso
Daquele que transcende todos os limites do possível,
Numa inviável e surreal São Paulo.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
As dores mais fundas
são quase intocáveis,
por isso na poesia,
só se fala de amor
e de outras vulgaridades.
Até a felicidade
das dores mais fundas
são tristes,
não se toca,
não se toca no assunto.
Ninguém sabe falar disso,
ninguém pode,
ninguém supera.
Só se espera, espera,
espera que ela passe,
que se esqueça.
Não se fala
porque não é belo.
É a vala
de tudo aquilo que se joga,
de tudo aquilo que não se quer.
Não se fala
porque ao menos se pensa.
Evita.
E até a felicidade dessas dores
grita
é aguda.
Grita sem voz,
grita para dentro.
Nem a felicidade se expõe.
Será que o choro
é de felicidade mesmo
ou será que é soro,
ou qualquer coisa a esmo.
Qualquer catarse
são quase intocáveis,
por isso na poesia,
só se fala de amor
e de outras vulgaridades.
Até a felicidade
das dores mais fundas
são tristes,
não se toca,
não se toca no assunto.
Ninguém sabe falar disso,
ninguém pode,
ninguém supera.
Só se espera, espera,
espera que ela passe,
que se esqueça.
Não se fala
porque não é belo.
É a vala
de tudo aquilo que se joga,
de tudo aquilo que não se quer.
Não se fala
porque ao menos se pensa.
Evita.
E até a felicidade dessas dores
grita
é aguda.
Grita sem voz,
grita para dentro.
Nem a felicidade se expõe.
Será que o choro
é de felicidade mesmo
ou será que é soro,
ou qualquer coisa a esmo.
Qualquer catarse
domingo, 26 de abril de 2009

O sonho de ser intocável
Inviável
Véu translúcido e maligno
Egoísta
Para si
Ideal para todos
Inviável
Véu translúcido e maligno
Egoísta
Para si
Ideal para todos
Longínquo e indesfrutável
Indestrutível por intocável
Lindo
Etéreo
Mero raro
Esmero
Quimera
Bicho
Gente
O que nunca foi
mas era
Ilusão
que busca e atrai
e que também se esvai
Fácil
Rastros de pó
purpurinas que sobram
do que nunca foi dado....
Ilusão
que busca e atrai
e que também se esvai
Fácil
Rastros de pó
purpurinas que sobram
do que nunca foi dado....
segunda-feira, 30 de março de 2009

Ao seu murro
Ofereço minha boca
E depois
Meus dentes escancarados
Em sorriso
Para sangrar sua mão
E machucar seu rosto siso
De presente
Minha língua
Para chocar sua libido
E te ofender
Dou-te minha saliva
Num cuspi escondido
Cúspide inimigo
Cínico
Entre seu desejo e comigo
Confundindo
Para te fazer ficar
Por curiosidade
Você me oferece abrigo
Ofereço minha boca
E depois
Meus dentes escancarados
Em sorriso
Para sangrar sua mão
E machucar seu rosto siso
De presente
Minha língua
Para chocar sua libido
E te ofender
Dou-te minha saliva
Num cuspi escondido
Cúspide inimigo
Cínico
Entre seu desejo e comigo
Confundindo
Para te fazer ficar
Por curiosidade
Você me oferece abrigo
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009

Meus sonhos ficaram oprimidos
Apertados
Socados na mesma caixa em que guardo meu passado
No meu rosto já vejo o cansaço
Mas o que vejo pior
É a decepção
Complacente e conformada
Uma mulher
mais serena
Que simplesmente aceita
Aquilo que nunca imaginou
Que não seriam seus sonhos
Destes só resta o gosto amargo
E esse gosto
nem desfruta da língua
só alcança a garganta
Em um nó
Logo engolido
Mas de tudo isso
Me basta um abrigo
Um lugar que me esconda
Do que um dia eu quis
E que possa alguma hora
Me perturbar infeliz
Apertados
Socados na mesma caixa em que guardo meu passado
No meu rosto já vejo o cansaço
Mas o que vejo pior
É a decepção
Complacente e conformada
Uma mulher
mais serena
Que simplesmente aceita
Aquilo que nunca imaginou
Que não seriam seus sonhos
Destes só resta o gosto amargo
E esse gosto
nem desfruta da língua
só alcança a garganta
Em um nó
Logo engolido
Mas de tudo isso
Me basta um abrigo
Um lugar que me esconda
Do que um dia eu quis
E que possa alguma hora
Me perturbar infeliz

Ao passado
Pendurada pela boca
Às palavras roucas
Meia ditas
Pendurada pela boca
Os lábios caídos
Pelos beijos que não verti
Escorrego pela saliva louca
Que carrego como veneno vil
Pendurada pela boca
Mordo com dentes que não usei
Que guardam toda força
Do mundo agressivo que engoli
Pendurada pela boca
Sinto o amargo do céu
Que cobre minha língua
As palavras poucas
Os beijos a míngua
Toda saliva que me preenche
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