segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tenho um amplo esconderijo,
guardo muitas coisas lá.
Ao contrário do que possa parecer
é um lugar iluminado,
sei exatamente onde tudo está.
É também um lugar barulhento e confuso,
mas é muito, muito seguro.

Tenho tantas coisas escondidas
que talvez ninguém saiba quem eu sou.
Prosas não vividas
que uma vez alguém deveria ouvir.
Rosas nunca oferecidas.
Insensatez, zen e guarida

Tenho um amplo esconderijo
para onde desce o sol laranja.
Gozo de uma alegria reservada
de quem guarda, não esbanja
segurança aflita e comedida


A noite te envolve,
Até que te engole,
Num fundo
Numa espiral
Num mundo
Negro mundo.
Não há espaço
qdo não se vê
E não há tempo
na noite
que rápida
te engole

O tempo passa pesado
E eu busco jeitos de passar feliz
Desculpas para me ocupar
Sou triste por um triz
Por um momento desocupado
Tomado pelo medo e pelo vazio
E eu que nem era triste assim
Buscando jeitos de viver
Me confundi e errei
Eu só queria ser mais feliz

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bailarina circense, Madonna de Paris em 1879, instável e esquisita...