segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Me equilibrando,
De uma perna para outra.
Movimento de quem anda

Não parece mais ser uma estrada longa
Esse tempo que passa depressa
Equilibrando na linha abstrata
na linha não espessa
na linha tênue
na corda bamba
no peso de lá pra cá
tonto e míope
no samba
no contratempo
na síncope
no susto
no grito
no mudo
eu canto
de pranto
e de tanto!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Desamparo,
devo aparar minhas arestas.
Uma lástima.
Sozinha,
devo engolir as lágrimas.
A TV ligada,
a boca salgada,
tenho que encarar meus escombros.
Todos os monstros que cuidei,
tenho que achar o culpado.
E, no desamparo,
sou só eu quem acho,
Onde pelas entranhas
corre um vento frio.
Minhas hastes fincadas
são as pedras estranhas vindas da secura do desamparo.

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bailarina circense, Madonna de Paris em 1879, instável e esquisita...